segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Singular

A memória é uma luz mortiça,
uma borra de café no fundo da xícara

Uma figura de pensamento,
carregada pelo vento

Um sonho, uma aurora,
o tempo se volatizando

a derradeira sombra
da nudez perdida.

2 comentários:

  1. Eu hoje estou particularmente melodramática, que tenho lado minhas quedas de Frida, mas, mesmo assim, reconheço o quanto o seu poema é singular. Muito muito :)
    beijo
    BF

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  2. Um ensaio da definição de memória que me trouxe recordações.
    Pode ser luz, sim, mas também escuridão.
    Nos acompanha pelo tempo fora e se vai dissipando ou ganhando novas formas, tudo depende.
    Pode ser isso tudo, meu amigo poeta, e algo mais.
    Até pode ser uma imagem, uma ideia duma fantasia perdida.

    Esta singularidade me encantou de sobremaneira.

    Beijinhos

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