sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Reflexo



Quebrei os espelhos
e, quando a lua surgiu,
havia um rio noturno 

Ainda que eu levitasse
a água molhava
os meus pés 

E os teus joelhos
não se dobraram
à minha pulsão

Então, me deixei
arrastar rio abaixo
como as folhas mortas.

2 comentários:

  1. lançar-se no fluxo como em um sonho perto dos limites e dos questionamentos a quem não queremos, ou não podemos, responder!
    beijos :)

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  2. Mesmo com vidros partidos há reflexos a que não se consegue escapar.
    São pontos de luz, luas e estrelas que te fazem refletir em rios que se escoam por entre margens sempre na direção certa.

    Esse abandono como folha morta, mero reflexo.
    Tu ficaste levitando, observando-te em reflexo...ou talvez não.

    Encontros e desencontros.
    Imagens e reflexos, mundos picados em coincidências.

    Beijinhos


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