terça-feira, 28 de agosto de 2012

Instintivo


Se eu sobreviver a este caos
mudarei o meu estilo
sem prosápia.

A dama, o ás, o coringa
já ficaram para trás
e tudo se dilui
no laser da minha escrita

Mas os eletrodos
da minha ignorância
zipados com bruscas imagens
é um tecido adiposo
carcomido
pela cerveja de Sócrates
que não estava nem aí
na piração,
quimeras abissais
inventadas pelo doutor Freud.

E eu com isso?

Dá licença,
eu tenho pressa,
vou pintar um grafite barroco
no muro da esquina.

Depois?... Eu não sei –
ou me rasgo ou me salvo

no covil da felina
em seu vestido vermelho
incendiando a minha libido.

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