sábado, 8 de setembro de 2012

Limite


Aqueles papéis rasgados,
deixa-os estar ali
à beira da cesta

onde dormem uma ausência
desapego sem nome
chão de saudades
e palavras partidas

Pendem outras coisas
entre eles,
mas deixa-os estar ali:
incólume história
águas e tempos sem abrigo
desalinho da vontade

Deixa-os estar ali:
ponto zero da discórdia
e das falas extintas,
ondulantes,
precipício que me dói

tingindo o avesso da paixão,
coisas de nós no espelho 
dourado de amarelo pálido.

5 comentários:

  1. deixa os ali, guarde o resguardo que nossas mãos não foram feitas para desfazer nossas histórias.

    beijosss :)

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    1. Lena,
      E quem disse que este sujeito deseja desfazê-las? Ele bem sabe o que faz... e eu o deixo.
      bjss,
      José Carlos

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  2. Deixe estar que, nas páginas da vida, outros papeis virão.. Beijo

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    1. Se não... os inventaremos, pois "a vida só é possível reinventada".
      bjs

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