sábado, 1 de março de 2014

Poética



Entre a folia e a casca,
o sêmen se camufla
dançando o baile do vento,
e o pequeno caule,
que se prende à terra,
é a palavra que rasga 
a semente.

Pálido transpõe a terra:
um pássaro sem nome,
um verbo de pé;
broto, emerge, alça voo.
É uma lâmpada tão perto;
é a luz do próprio parto.
Vicejam granulados pretos
na folha branca. 

(José Carlos Sant Anna)


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9 comentários:

  1. ...é a palavra que rasga a semente..

    Que bela lira retirante, poeta!!!

    beijos,

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  2. Bela poesia meu caro amigo.
    Bom fim de semana.
    Abraço.

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  3. [plantando no meu apreço a tua serenidade
    e doçura poética]


    beij0

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  4. Presente de carnaval . Obrigada , José Carlos . Beijos

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  5. A exaltação da linguagem corporal...
    Muito bom, José Carlos!

    Abraço

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  6. A germinação, o despontar de nova vida...entre a a folia e o acaso, diria eu.

    Delicado, subtil, como só a vida consegue ser.

    Beijo

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  7. Tento me aproximar do teu olhar quando leio seus poemas.
    É essa viagem que a palavra proporciona e rasga todas as ausências.
    Belo ,meu poeta!
    parabéns ,sempre.

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  8. OI JOSÉ CARLOS!
    TE VI LÁ NO BLOG DA MARISA E VIM CONHECER TEU ESPAÇO E ALÉM DELE, GOSTEI DE TEUS ESCRITOS.
    NA DANÇA DAS PALAVRAS QUE DE FORMA TÃO BONITA CONDUZES, SE LÊ, O SURGIMENTO DA VIDA, UMA INSPIRAÇÃO DA QUAL SÓ PODE SURGIR UM BELO TEXTO.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  9. Profundo, lindo, sutil, dá o que pensar...
    José Carlos, beijo!

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