quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Da ausência




pressentida, a ausência
esgarça a argila
nela aprendemos a ouvir
o silêncio das estrelas

e sem que as léguas
sejam um obstáculo
a separar os nossos pés
do espanto do desenlace

e antes que a aurora
anuncie
pelas frestas do postigo
da casa o hálito antigo 
do sol

desvisto a fome 
do ocaso dos nossos corpos
afogado à mesa

inspirando o ar rarefeito
das antigas lembranças. 

(José Carlos Sant Anna)


3 comentários:

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  3. Há dias assim passados com a presença ausente
    em que o barro arrefece

    Mas gostei do tom da melancolia poética expressa
    Vem em dias sem pressa.

    Abraço.

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