domingo, 9 de agosto de 2015

Diário



Depois de extrair um anacoluto da rocha 
deixei-o rolar 
como a um seixo pela encosta

e, distraído,
como se falasse ao telefone,
fiz,

por não encontrar o papel  
que nos governa em torno de palavras
inúteis, 

um cálculo aritmético 
sobre a argila de como a rosa se desfaz.

(José Carlos Sant Anna)




4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Amigo poeta,
    vc escreve com muita profundidade e
    gosto demais de suas construções!
    belo poema!
    A vida é uma Arte!
    http://www.elianedelacerda.com

    ResponderExcluir
  3. O anacoluto nos leva mesmo para outros caminhos... Poema genial, José Carlos.É por "coisas" assim que me apaixonei pela poesia e a Língua Portuguesa.

    Beijinho.

    ResponderExcluir